terça-feira, 14 de junho de 2011

An Inconvenient Truth


O filme Uma verdade inconveniente: o que devemos fazer (e saber) sobre o aquecimento global, dirigido por Davis Guggenheim, é uma grande criação visual impactante. O filme foi elaborado através das pesquisas e palestras de Al Gore ao redor do mundo. Ele argumenta a problemática ambiental, as causas e conseqüências do aquecimento global de forma realista e alarmante.


Al Gore utiliza meios audiovisuais como dados científicos e imagens de fenômenos naturais, para argumentar que a temperatura da Terra está aumentando e que a causa disso, são as próprias ações dos homens.

Ao falar sobre as mudanças climáticas, primeiramente Al Gore expõe a ignorância das pessoas com relação a esse fenômeno. Ele diz que, por a Terra ser extensa, as pessoas acabam acreditando que é impossível causar um impacto nocivo no ambiente terrestre. Essa temática é capaz de nos alertar sobre os desastres ambientais que nos afetam a cada dia, e os grandes causadores somos nós mesmos. Exercemos atividades que diretamente ou indiretamente interferem nesses fenômenos que estão ocorrendo. Seja desmatamento,

Teoricamente, o aquecimento global é causado pela concentração de gases na atmosfera, os chamados gases de efeito estufa (dióxido de carbono, metano e óxido nitroso) que por sua vez, causam um aumento na temperatura terrestre. A queima de combustíveis fósseis e o desmatamento tem sido a principal fonte desses gases poluentes.

Ficha-técnica:
Título original: An inconvenient truth
Gênero: Documentário 
Duração: 94 min
Direção: Davis Guggenheim
Elenco: Al Gore
Ano de lançamento: 2006
Origem: EUA
 





sábado, 4 de junho de 2011

Anos Dourados




A temática especial sobre a obra de Chico Buarque de Holanda exibiu até agora três DVDs: Meu caro amigo, À flor da pele e Vai passar. Cada exibição apresentou assuntos diferenciados: amizade, alma feminina, amor, ditadura militar, censura entre outros.

Na sequência, o quarto DVD intitulado Anos Dourados tem como cenário o Jardim Botânico. Lugar onde Chico desbrava a natureza e relembra as mais belas histórias, principalmente sobre sua parceria com o renomado músico Tom Jobim. O local das gravações desse filme não foi escolhido ao acaso, pois Tom era um verdadeiro apreciador da natureza. Ele se interessava desde pequeno pelas peculiaridades brasileiras e, sobretudo, pela etimologia da fauna e flora.

A influência de Tom Jobim sobre a música de Chico Buarque foi marcada com a canção Chega de Saudade. Foi daí que Chico começou a se interessar de verdade em fazer música e a entrar no mundo da bossa nova.

Chico Buarque considera Tom mais do que um músico, um “maestro soberano”, como diz na canção Paratodos, escrita em homenagem ao seu grande amigo:

“O meu pai era paulista/ Meu avô pernambucano/ O meu bisavô mineiro/ Meu tataravô baiano/ Meu maestro soberano/ foi Antônio Brasileiro.” (Paratodos, 1993)

Ambos mantinham uma parceria e amizade inigualável. Tom Jobim entrou como parceiro a partir da música Retrato em Branco e Preto. Ele deu a parte instrumental para que Chico colocasse a letra e assim continuou a parceria com outras músicas como: Pois é, Sabiá, Anos Dourados, Eu te amo, Olha Maria etc. Houve outras parcerias, como por exemplo, com o músico Edu Lobo. Os dois compuseram em especial a música Choro Bandido em homenagem ao Tom. Um trecho nos diz:

“Fez das tripas a primeira lira/ que animou todos os sons/ E daí nasceram as baladas/ E os arroubos de bandidos como eu/ Cantando assim:/ Você nasceu pra mim.” (Choro Bandido, 1985)

Esta canção ressalta a consideração que Chico tinha e ainda tem com relação a Tom. Ele comenta a importante influência que Tom Jobim teve sobre a bossa nova brasileira.

Entre músicas e depoimentos, aparecem também conversas entre os dois amigos falando de vários assuntos, como: o rock and roll; a crítica sobre generais e artistas; o  folclore e a Lua Cris (citada na música Imagina) e a etimologia das palavras. Chico fala também do surgimento da Bossa Nova, do cinema e do teatro que impulsionaram o sentimento de orgulho no brasileiro.

Mesmo com mais de cinquenta anos de criação, a bossa nova ainda se faz presente no mundo inteiro e é regravada a todo o momento. A música de Tom exerce sobre outros compositores como uma matriz da música brasileira moderna. Até hoje, músicas consagradas como: Garota de Ipanema, Águas de Março, A Felicidade, Retrato em Branco e Preto, Chega de saudade, Anos Dourados são regravadas por músicos admiradores de Tom. Por exemplo, a cantora Ana Carolina que regravou a canção Retrato em Branco e Preto.

Segundo Chico, Tom Jobim foi um grande expoente da música brasileira. E isso fica bem claro ao assistirmos essa magnífica série retrospectiva, na qual nos deparamos com músicos geniais de grande sucesso, porém de uma humildade gigantesca.

Título Original: Chico Buarque – Anos Dourados - Brasil 2005
Com: Chico Buarque, Tom Jobim, Milton Nascimento, Paula Morelenbaum, Edu Lobo e Caetano Veloso.
Direção: Roberto de Oliveira
Músicas deste DVD:   
1- Choro Bandido (Chico Buarque/Tom Jobim)
2- Eu te amo (Chico Buarque/Tom Jobim/Paula Morelenbaum)
3- Olha Maria (Tom Jobim/Milton Nascimento)
4- Imagina (Chico Buarque/Tom Jobim/Paula Morelenbaum)
5- Sem Você (Chico Buarque / Tom Jobim)
6- Chega de Saudade (Chico Buarque/Edu Lobo)
7- Anos Dourados (Tom Jobim / Chico Buarque)
8- Anos Dourados (Chico Buarque/Caetano Veloso)
9- Lígia (Chico Buarque) 
10-Piano na Mangueira (Chico Buarque/Tom Jobim)                                                                  
11-Sem Compromisso (Chico Buarque/Tom Jobim)                                                                            
12-A felicidade (Chico Buarque/Tom Jobim/Milton Nascimento)                                                 
13-Se todos fossem iguais a Você (Chico Buarque/Tom Jobim/Milton Nascimento)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

The other side of the Wall




Psicodélico, reflexivo e simbologicamente complexo, o longa metragem The Wall dirigido por Alan Parker, sob o roteiro e uma pitada autobiográfica do baixista Roger Waters é considerado um musical pelo fato do enredo do filme ser interpretado pelas músicas contidas no conceituado álbum The Wall(1979) da banda inglesa Pink Floyd, embora seu conceito não seja tão facilmente assimilado nas primeiras audições.

Inicialmente, a grande inspiração para o baixista compor a maioria das músicas do álbum foi um incidente que ocorreu durante um show em 1977 da turnê do Animals, no qual ele cuspiu na cara de um jovem que invadiu o palco. Esse foi o grande ápice que o tornou introspectivo, e construtor do abstrato Muro metafórico, onde havia uma barreira entre artista e seu público alienado.

 Em 1982, a criação acaba por se tornar o roteiro do homônimo The Wall juntamente com as fantásticas animações que ficaram por conta do desenhador britânico Gerald Scarfe,que as assimilou com a trajetória não tão linear vivida pelo personagem Pink, uma vida repleta de memórias.

Para quem vê o filme pela primeira vez, às vezes não se atenta as ricas metáforas escondidas numa verdadeira produção psicodélica, porém, The Wall nos remete a refletirmos literalmente em nossos próprios muros, impregnados da repressão, da alienação e do isolamento que a própria sociedade nos causa. Tais interpretações são confirmadas ao analisarmos a vida retratada de Pink, um rock star frustrado, oprimido desde sua infância. Por conta da guerra, perde seu pai (referência a morte do pai do baixista Roger Waters), e consequentemente é superprotegido pela mãe, o que causará efeitos pelo resto de sua vida, tornando suas perspectivas negativas e posteriormente traumáticas.

Criticando o modelo autoritário e manipulador da educação tradicional inglesa, Pink é repreendido no momento em que está escrevendo poemas pelo professor que o lê em voz alta (trechos da música Money), oprimindo-o mais ainda. A próxima cena dos alunos igualmente marchando em direção a máquina moedora de carne, todos com o mesmo rosto, critica a alienação forçada, a falta de identidade, a repressão que os estudantes se submetiam para com seus rígidos professores, assim como diz na música: “são apenas tijolos no muro”. E Pink ao crescer continuou sendo este ser indiferente, reprimido e depressivo. Traído pela sua esposa devido as pressões por ser um rock star , Pink se afunda em sua própria melancolia, e tenta o suicídio. O que mais tardar, resulta na sua loucura, raspando-lhe todos os pêlos do corpo (referência a Syd Barrett, ex-membro da banda Pink Floyd) sob efeito de drogas, alucina ser um ditador neonazista, extremamente lunático que desrespeita qualquer diferença e em seguida é aclamado pelos seus aliados, tal encenação é feita sob o fundo musical de In the flesh e Run like hell, talvez com o embasamento de liberdade, de sair do isolamento e expressar os sentimentos até então reprimidos. Novamente podemos ver as máscaras de botão no rosto das pessoas ("É melhor você colocar aquele seu disfarce favorito, com os olhos cegos de botão..."), representando a alienação.

De forma geral, o filme é extremamente artístico tanto pela sua musicalidade quanto pela sua produção, o que nos leva a refletirmos que os conceitos de alienação e isolamento da sociedade estão presentes o tempo todo e são unânimes. Waters construiu seu personagem sob uma visão de que todos os fatores que ocorreram na vida de Pink: perda do pai na guerra, mãe super protetora, regime escolar, traição da esposa, rock star frustrado e a loucura, influenciaram na construção do muro, isolando-o.The wall por mais que tenha sido criticado e elogiado ao mesmo tempo pelo próprio roteirista, não deixa de ser um filme aclamado pelos fãs de cinema e da banda também.

Título original:Pink Floyd - The Wall
Gênero:Musical
Duração:1 hr 35 min
Ano de lançamento: 1982
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer / Tin Blue / Goldcrest Films International
Distribuidora: MGM
Direção: Alan Parker
Roteiro: Roger Waters
Produção: Alan Marshall
Música: Robert Erzin e Pink Floyd
Fotografia: Peter Biziou
Figurino: Penny Rose
Edição: Gerry Hambling
Prêmios obtidos:
Melhor canção e melhor som da Academia Britanica de Cinema em 1983

quinta-feira, 24 de março de 2011




Eu nem ia escrever e acabei escrevendo,sempre faço isso quando não estou me entendendo.
As palavras ganham vida,a vida pede palavras.Sou reanimada pelo uso que elas me causam a cada dia que tenho que enfrentar.
E assim vou aprendendo a me conter apenas escrevendo.




?



Incasavelmente nunca será eu
Dispostamente decerto eu
Erroneamente não foi eu
Na maioria das vezes,meu caro,SERÁ DECERTO EU.
O que seria mais sensato então para expressar uma sinceridade?
usar apenas palavras ou praticá-las?

domingo, 13 de março de 2011

(des)Mundo


Inspirado no romance de Ana Miranda, dirigido por Alain Fresnot. Desmundo é um filme ambientado por volta de 1570, época em que a monarquia portuguesa e a Igreja católica preocupavam-se com a formação étnica da colônia, com isso, enviava órfãs ao Brasil para desposarem com os colonos, pois estes acabariam por fim a se miscigenar com as índias

Oribela, uma jovem dentre as demais órfãs criadas e educadas por freiras, sente-se desamparada após chegar ao Brasil, sob intermédios da igreja católica e de Portugal, tida como “resto”, é obrigada a casar-se com Francisco e a viver conforme suas ordens. Francisco a leva para seus aposentos, transformando uma noite de “núpcias” em um terror, impondo a ela a consumação do casório, mas Oribela consegue o convencer com algumas artimanhas. Não por muito tempo, ele a estupra, tal fato faz com que ela fuja à procura de alguma embarcação que a leve de volta a Portugal, porém, é surpreendida por três homens que tentam estuprá-la. Isso não chega a acontecer, pois Francisco chega a tempo, matando os três tripulantes do navio. Diante do fato, de sua fuga, ele a leva para casa acorrentando-lhe em um pequeno cômodo, onde só tinha a companhia de uma índia, a qual cuida dos ferimentos produzidos pelas correntes que prendem seus pés. Mesmo sob ameaça de morte pelo próprio marido, Oribela está decidida a fugir mais uma vez, o que ocasiona mais uma morte no enredo.

Observando o contexto social do filme, os homens ditos ricos eram apenas donos de engenhos que exerciam certa influência por conseguirem manter sobre seu domínio índios e escravos em suas lavouras, da maneira mais cruel e desumana possível. É notável também a grande influência que a Igreja exercia na sociedade, com intuito de domesticar os índios através da fé, assim como interferir no comportamento feminino, pregando que a Igreja e o homem teriam completo poder sobre a mulher. E como poderemos notar, tais poderes de ambos eram utilizados de forma exarcebada, muitas vezes de forma proveitosa, seja ao tratamento explorador aos índios e negros ou ao tratamento escravocrata e violento dado às mulheres.

Outro aspecto interessante é a utilização do português arcaico, que contribuiu para a ambientação do enredo, ajudou-nos a imaginar todo o processo de linguagem da época, pois o filme faz parte da realidade do Brasil Colônia.


Ficha técnica:
Título original: Desmundo
Gênero: Drama
Duração: 101 min
Ano de lançamento: 2003
Direção: Alain Fresnot
Roteiro: Sabina Anzuategui e Alain Fresnot, baseado em livro de Ana Miranda
Produção: Van Fresnot
Música: John Neschling
Fotografia: Pedro Farkas
Direção de arte: Adrian Cooper e Chico Andrade
Figurino: Marjorie Gueller
Edição: Júnior Carone, Mayalu Oliveira e Alain Fresnot

quarta-feira, 9 de março de 2011

Me and my loneliness vocabulary



As pessoas não me entendem e nunca entenderiam.
Enquanto busco a oposição as pessoas migram para a mesmice, sempre em suas rotinas enfadonhas..
Mas ao mesmo tempo percebo o quão seria tedioso se as pessoas caminhassem limítrofes a mim,
cansariam no mesmo instante por nunca serem apresentadas às suas perguntas suas respectivas respostas.
O que seria do mundo sem respostas? -Pensariam elas.
E assim, eu caminho.
Eu e minha solidão vocabular...

segunda-feira, 7 de março de 2011

.



Aproveitar o tempo perdido é conciliar o que você não viveu fisicamente ainda com a vontade psicologicamente do que você mesmo imaginou.
Seus desejos se concretizarão ,fim de história,pronto e acabou.
Agora,cadê o arrependimento?
A satisfação comeu.
Cadê a vontade?
A curiosidade matou.
 
Nunca mate sua curiosidade pelo simples fato de finalizar um desejo mas sim revigorá-lo em rios de mistérios..

fragmented thought




Não me deixe só pensamentos!
Os seres da fatídica escuridão nos leva com eles para as infinitas lembranças do mundo subterrâneo.
                                              Cure esse meu medo simplório que não tem fim.

Minh' alma devastada está.
       Faça-me como um oceano límpido e calmo.


Escuridão não será apenas medo e sim,refúgio.
Deixe-me ser o que eu quero que seja.
Memórias tristes ficarão eternamente
         Sonhos serão realizações.
Pensamentos,ilusões.

In madness,she burns.






Nunca mais ninguém sentirá sua presença
Pra sempre,ela se foi
E nunca mais ninguém conseguirá tocá-la.
Os que a enganaram , queimarão nas chamas do horror.
Não há culpa em seu coração
Sua alma poderá estar descansando em paz,ou não?
Nunca conseguiríamos distinguir.
Ela nunca foi de falar
Sempre apaixonada pela sua tristeza..

A suas palavras crestaram as esperanças que restavam
O seu sono se tornara profundo.
Nada mais valia.
Os seus sonhos foram extintos
E seu egoísmo deixado de lado
Pois agora ela habita um mundo onde todos pensam juntos,todos os sonhos devem ser o mesmo
Agora nem se sabe se sua alma ainda vagueia por aí,porque sua matéria já se decompusera e está em trapos que não servem mais.

Sua arrogância ainda afeta o mundo que vivia ou fingia viver.
O que fazia eles tremerem e chorarem.
Chorar por algo que nem sabiam o que era.

Medo,era o que aplicara a todos que eram opostos aos seus anseios.
Até chegarem a insanidade incurável .
O castigo dos mortos-vivos.